quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ANTES DA NAZARÉ (8)

Uma rua da Nazaré, é inverno, amigas que se juntam nos seus tricots e crochets, a minha irmã do coração, a Silvina, e a minha "tia alzira", e chega a "tia fernanda", e a luz daquela rua ao colo da mãe, as minhas sobrinhas Catarina e Joana, meus amores!
Mais uma vista do sítio, o fim do verão, lindo dia, praia deserta e mar imenso.........
Podem confiar em mim e no Raúl.
-Bem. Vamos lá ver o que diz aqui!...
Ana leu e releu... Veio direita a Laura e deu o abraço mais apertado que ela recebeu na vida.
-Então, o que me diz? Esperava por isto?
-Não! Sinceramente não. Mas acreditas que foi o mais lindo presente que recebi na vida?
-Acredito. Vamos lá ver agora o que vai sair daí. Agora tem que responder ao rapaz, é claro!...
-Claro que quero. Mas o que hei-de dizer?
-Olhe: escreva o que o coração lhe ditar e, já agora, há-de experimentar se se vê alguma casa no Casal Mota com umas letras muito grandes, veja se vê com os binóculos
-Laura!!! Olha aqui e aponta para aquelas casinhas que estão no alto da encosta por cima da barca, para lá da foz.
-Estou! Estou a ver casas. Não vês nada, numa parede virada para aqui?
-Vejo, vejo! Umas letras pretas, e até sei o significado daquelas letras, é A de António que era o pai dele, o N de Natália que é a mãe, e o A de Amália que é a madrinha que o criou.
Ele não sabia o seu nome. A mãe pergunou-lhe quem era a Ana, de quem ele escreveu o nome, e ele explicou o motivo das iniciais. Hoje quando lhe dissemos que a menina se chamava ANA, ele disse:
-Que coincidência!...
O que é o destino! Há cada uma!... Eu disse à minha mãe que são os nomes que eu mais adoro. Mal eu sabia que a dona dos meus sentimentos se chamava Ana!...
-Que coisa mais interessante... - disse Ana em voz baixa.
Será que o nosso destino está traçado? Mesmo sendo ele pobre, eu vou lutar por ele... Deus me dará coragem! Seja como Ele quiser.
Foi a uma caixa onde tinha cartas e escreveu:
João
Recebi a sua gentil cartinha. Será o destino? O que é certo é que fiquei feliz com as suas palavras. Se Deus terminar, assim será. Mas sei que terei muitos problemas. Seja o que Deus quiser. Vamos continuando assim.
Quando me quiser dizer qualquer coisa, faz como hoje. Eu confio.
Saudades, até domingo. Esperarei o seu olhar.
Ana
Meteu a folha no sobrescrito que Laura escondeu muito bem.
Ana foi até à varanda.
Hoje tudo parecia mas belo. Ia olhando para o mar com os binóculos, para o Sítio e... para as tais casinhas...
-Hoje está um dia lindo! Até apetece estar aqui na varanda a apanhar ar.
O cheirinho do cozido à portuguesa que vinha da cozinha era do mais agradável possível.
D. Lídia perguntou à filha;
-Viste a Laura?
-Eu não, mãe. Só a vi quando mudou de roupa. A mãe já perguntou à Maria por ela?
-Eu não. Mas pergunto já. Maria, viste a Laura?
-Fui eu que a mandei ir apanhar hortelã para a sopa, porque sopa de cozido sem hortelã não presta.
-Tu é que sabes. Eu nisso concordo contigo. Olha, o Senhor Cipriano já chegou da volta dele, eu vou perguntar se quer almoçar já, porque o cheirinho é convidativo. O pessoal ao domingo também gosta de se despachar para ir dar a sua voltinha.
-Hoje o cheirinho do cozido também me está a aguçar o apetite.
-Ainda bem. Nunca tens apetite...
-Mas hoje tenho. Sinto-me bem, estou bem disposta.
-Olha! Não foi no domingo passado que estavas com cara de que todos te deviam e ninguém te pagava.
-Oh, mãezinha!... Sinceramente... a mãezinha acha que o Ildefonso sabe conversar? Acha que é uma pessoa atraente? Acha que tem simpatia, que sabe encantar, que sabe estar?
A mãezinha estava tão entretida com a mãe dele que nem se apercebeu da figura dele a dormir, todo estendido, com as pernas abertas e a boca aberta.
Que figura horrenda!...
É aquilo que a seduz para mim? Por favor... Não me faça perder o apetite!
-Mas olha... Prepara-te, que não era logo à primeira vez que cá vinham que o pai dele te ia pedir...
-Pedir o quê? Mãezinha... Eu não tenho nada para dar àquele monstro. E, tenho quase a certeza que o meu pai não me quer vende! Mas mesmo que quisesse... Eu não me vendo! Antes morrer!
Olhe que eu estava tão bem... Até me estava a apetecer almoçar. Porque é que tem que ser tudo como a mãezinha quer? Eu jamais faria uma exigência dessas a um filho!
A mãe dele, coitada, deve achar o filho uma maravilha... É como uma coruja, acha os filhos mais lindos do mundo e eles são horríveis. Agora, a mãe? Parece que está cega! E o cego mais cego é aquele que não quer ver...
-Chegou o pai. Vá, vamos almoçar que eu quero ir dormir a sesta, que dormi mal esta noite.
Laura! Diz à Maria que já pode servir o almoço.
-Sim, minha senhora. É já.
Maria, os senhores estão na mesa.
Foi só pôr a sopa na terrina. Ervilhas e massa com um raminho de hortelã, tudo feito no caldo do
cozido. Um cheirinho agradável que enchia toda a casa.
O patrão disse:
-Não me ralava nada comer outro prato de sopa e ficava lindamente.
Mas já estava a chegar a travessa da hortaliça, muito bem decorada com as cenouras e as batatas. Noutra travessa pequena: arroz feito no caldo da hortaliça todo enfeitado com chouriço. Noutra travessa as carne muito bem cortadas: vaca, galinha, carne de porco, morcela, farinheira e chouriço.
-Olhem para isto! E eu a dizer que não em apetecia mais nada...
Mas está aqui comida para um regimento.
-Olha, Manuel, o cozido nunca se come todo de uma vez, porque leva muita coisa, e um pouco de cada para todos, é muito.
-Olha, Laura, diz à Maria que tirem a vossa comida à vontade e depois junte tudo. A hortaliça, a carne e a massa e o resto do caldo de cozer tudo, que se come tudo dumo vez, tipo sopa.
-A minha avó chamava: sopa de sobejo.
A Ana que tinha estado muito calada, achou muita piada ao pai e disse:
-Vejam lá se o meu pai não deu uma boa sugestão. É capaz de ser bem bom!
-É bom é. - Disse o pai.
Desta vez não vai ser empadão. É mais natural. Sabes, o pai gosta de coisas simples, das comidas à moda da minha avó. Gostava imenso de estar em casa dela. Era uma casa muito farta, mas chamava-se uma panela de comer, comia-se num prato de barro vidrado com uma colher de alumínio, muito levezinha. Quando comíamos aquilo, a minha avó perguntava:
-Querem comer mais?
-Não se chamava sopa. Sopa era de pão, e quando era de broa, chamava-se migas.
-Tão engraçado! As coisas simples são tão bonitas e tão boas. - Disse a Ana.
-Pois são,filha.
O pai foi criado com muita simplicidade, mas a vida dos negócios por vezes obriga-nos a viver de outra maneira. O pai começou a trabalhar muito novo. Os teus avós morreram com a pneumónica. Foi uma epidemia de que morreu muita gente. Eu fui criado com a minha avó. Ela, como eu não tinha ninguém, só ela, dedicou-se muito a mim.
Antes dela morrer, eu tinha mais ou menos a tua idade. O meu padrinho era negociante de várias coisas e gostava muito de mim e disse à minha avó que, se ela não se importasse, eu começava a ir com ele, para não andar por lá sozinho, que depois não me ficava a dever. A minha avó achou que eu ao pé dele me faria um homem de bem e que ele me ensinava um modo de vida, e foi assim que comecei. O meu padrinho quando fazia um bom negócio, punha uma percentagem para mim na Caixa Geral de Depósitos. Comíamos nas tascas, e todos os negócios que fazia discutia o assunto comigo. Ensinava-me que se oferece sempre muito menos do que as coisas valem, para se poder negociar, e a gente ganhar algum. Quando eram negócios pequenos, ele punha-me a mim a negociá-los e depois, tudo quanto ganhava, era para a minha conta.
Faltaram-me os meus pais. É verdade! Mas não há pai nenhum que seja melhor do que ele foi para mim. Quando faleceu já me tinha ensinado tudo quanto sabia, e tudo quanto tinha estava no nome dos dois.
Negociávamos: terrenos, madeiras, vinhos, azeite e, mais tarde, começámos com exportações. E o último negócio em que ele me meteu foi: importação de cafés e madeiras exóticas. Dá tudo muito trabalho, mas ele nunca parava. Trabalhava de mais, sem ter descanso, e o coração não aguentou. Nunca teve tempo para namoros. Nunca casou! Mas andava muito encantado com uma menina que vinha para S. Martinho do Porto, no verão, com os pais, e dizia-me:
-Uma boa menina para ti!...
-Mas eu , com a vida de trabalho que levava, nunca mais vi a menina. Só sei que se chamava Amália.
Entretanto comprei uns terrenos aos teus avós, jantámos juntos, e a tua mãe era muito simpática... Disse-lhes que tinham uma filha muito bonita! A partir daí nunca mais houve domingo que eu não fosse convidado para lá jantar. Começámos a namorar, e, antigamente, era mesmo um compromisso: Com quem namorei, casei!
Era mesmo assim.
-Então, olhe paizinho, quero pedir-lhe um grande favor: Não aceite pedido de casamento para mim, sem eu gostar da pessoa que me escolha. E, se fôr o Ildefonso, muito menos. Antes quero morrer!...
-Oh, querida filha! E tu achas que o pai queria aquilo para ti?
-Não queria o paizinho... Mas queria a mãezinha!
-Ana! Não tens nada que estar a dizer isso ao teu pai.
-Ah não?...
E se a mãezinha e a sua amiga Efigénia combinam casar-me com aquele monstro? Se lhe metem isso na cabeça? Ainda agora, antes de virmos para a mesa, a mãezinha me disse que me preparasse, que não foi à primeira, mas da segunda não escapava. E disse também que os meus avós lhe fizeram o casamento e até à data não está arrependida!
-Mas que comparações?!...
-O meu pai é um homem perfeito, lindo, boa pessoa, inteligente, trabalhador, honesto. Enfim, um oposto completo daquele monstro que não tem nada... Nem por dentro, nem por fora!
-Tens razão filha. Deiza andar o barco!... Não faças tu as figuras dele, que isso é que me desgostava! Tu és o meu amor. És linda por dentro e por fora. O pai não se vende. nem te vende a ti, isso então... Nem pensar!... E então àquela besta!!! Sabes? O paizinho tem uns negócios em mente que... Não convém que o espantes, mas não lhe dês esperanças nenhumas...
O pai dele também não é parvo. Eu notei que ele estava incomodado com a falta de educação do filho. Eles devem querer retribuir o jantar por uma questão de ética. Nós vamos, e tu portas-te com a tua normal maneira de ser. A mãezinha entretem-se lá, mas a D. Efigénia fala de modas e se a outra lhe falar em pedidos de casamento, diz que não se mete nisso... Que são coisas do marido e da filha!
-Quer dizer que eu não posso ter a minha opinião? - Perguntou D. Lídia toda irritada.
-No que respeita à felicidade da minha filha, Não! Não vale a pena entrarmos em discussões!Sempre tiveste o que quiseste e fizeste o que te apeteceu. Nunca interferi, mas a minha filha não é uma coisa... Não é um objecto que se venda, pois para mim, não há dinheiro que a pague!...
Ana levantou-se, abraçou o pai e disse-lhe:
-Obrigada, paizinho. Graças a Deus, eu tenho o melhor pai do mundo.
-Até parece que sou uma mãe má!...
-Não estou a dizer isso! Mas também é verdade que me disse que em preparasse, que não foi à primeira, mas que da segunda vez que cá viessem eu não escapava sem ser pedida em casamento.
-Oh filha!... Nos negócios há sempre estas coisas...
O pai, muito irritado, disse:
-Se tu tens negócios lá com a tal Efigénia... Eu não tenho negócios onde envolva a minha filha, nem quero!!!
-Não se irritem por minha causa.
Laura levantou a mesa, deixou tudo preparado para o jantar, a mesa posta e o avental muito bem composto em cima da cama. Foi buscar hortelã para a Maria pôr na sopa e perguntou à patroa a que horas tinha que vir.
-À hora do costume! Eu penso que o horário não mudou...
-Oh minha senhora, se eu saísse e não lhe perguntasse a que horas me queria cá, a senhora dizia que eu saí sem lhe dar satisfações, e que isso era um abuso de confiança. Eu, como não sou abusadora, gosto de tudo como deve de ser.
-Vá vá vá, pouca conversa, queres sair, sai.
O patrão, que estava com a porta da sala aberta a apanhar um pouco de sol, disse entre dentes:
-Hoje mordeu-lhe a mosca.
-O que disseste? - Perguntou a D. Lídia com cara de poucos amigos.
-Eu? Nem abri a boca!
-Então, eu devo estar a ouvir coisas...
Ana estava deitada na cama com a janela aberta, leu e releu aquela folha, mas sentiu passos e escondeu-a debaixo da almofada. Era a Laura a dizer que ia sair e, no caso da menina precisar de alguma coisa, ela faria já.
-Não, Laura. obrigada.
Continua...
'Antes da Nazaré já existia a Pederneira' (Maria Francelina Vieira)

28 comentários:

Anita disse...

A oportunidade para os grandes actos pode nunca chegar, mas a oportunidade para as boas acções se renova dia a dia.

Um dia cheio de oportunidades para abençoarmos todos os que nos rodeiam.

Amiga e isto vai continuar? Ou deixaste-nos pôr a nossa imaginação a funcionar?

Mil beijinhos.
Fica bem. Fica com Deus.
Anita (amor fraternal)

helia disse...

Um texto interessante e sempre a praia da Nazaré presente. Uma óptima divulgação desta tão linda praia

Paula Raposo disse...

Muito bonito!! Beijinhos.

Sandra disse...

Não conhecia, mas aqui podemos...Tem conhecimento...

Muito obrigada pelo carinho e comentário na minha viagem de Portugal. Estamos caminhando para a segunda fase.
Fico muito feliz.
Curiosa agradece.
Sandra

gaivota disse...

anita
vai continuar... o romance da francelina é grandeeeeeeee
beijinhos

gaivota disse...

helia
é mais um pouco do romance da francelina vieira, mulher da praia que gosta e tem jeito para escrever coisas de gentes da nossa vila!
beiijinhos

gaivota disse...

paula raposo
é do último livro da nossa amiga francelina!umas páginas mais...
beijinhos

gaivota disse...

sandra
mais um pouco do livro de uma amiga da nazaré!
beijinhos

Viviana disse...

Olá Gaivota linda

Deixo o meu abraço, com o desejo que tudo esteja bem por aí.

Aquela fotografia da praia!...

Não há palavras!

Viviana

Vicktor disse...

Querida Gaivota

Que texto delicioso que nos leva pela tradição nazarena.

Um encanto...

Beijinhos.

elvira carvalho disse...

A continuação de uma história de que tenho gostado muito.
E fico aguardando o resto.
Um abraço

Jorge P.G disse...

Muito interessante, sim senhora!

E Viva a Nazaré, pois então!

Um abraço e bfds

gaivota disse...

viviana
obrigada, amiga
pois é... aquela praiaaaaaaaaaaaaa
beijinhos

gaivota disse...

vicktor
pois é, amigo, era assim (ainda é!)
vamos esperar pelo fim!
beijinhos

gaivota disse...

elvira carvalho
obrigada, voltarei com mais umas páginas...
beijinhos

gaivota disse...

jorge p.g.
e viva a nazaré!
é mesmo assim...
beijinhos

Lilá(s) disse...

Gosto destas tuas histórias que ficam ainda mais interessantes tendo a Nazaré com pano de fundo...
beijinhos

Lena disse...

Acho que ja faltei algum capitulo,
vou ter de pegar mesmo no livro, pois a historia esta mais que interessente..

Beijinhos

gaivota disse...

lilá(s)
é uma história dos antigamentes contada por uma mulher da praia...
beijinhos

gaivota disse...

lena
ainda falta muitooooooooooooooo
mas vou andando com a história, aos bocadinhos!
beijinhos

RETIRO do ÉDEN disse...

Ex.,
Belo texto e fotos.
Bjs.sinceros
Mer

AFRICA EM POESIA disse...

Gaivota
Passa no google e escreve...Cursor para blogs...
E escolhe...

gostei muito do que acabei de ler lindo...

Partilho contigo a minha alegria Um beijo

Hoje outro dia especial O meu livro de Natal já "nasceu".
Um livro é um pouco de nós esteé o meo6º livro..
Esta Poesia é diferente è também um grito para que Natal seja todos os dias.. Acredito que este Natal vou vender muitos...


Agora deixo um beijinho e...


A VIDA ESTÁ...


A vida está Aqui neste lugar
A vida é tudo isto que tú vês...
A vida é este rio que corre devagar...
A vida é esta lua que te enfeitiça...

...E neste lugar que é mágico...
...Que te deixa ver tudo que quer
...Em que deixa o rio molhar-te os pés...
...E que a lua te beija quando queres...

Sentes e terás a certeza desta vida...

A vida que corre tão depressa...
A vida que nos faz rir, mas também chorar...
A vida que nos deixa amar intensamente...
A vida que tudo dá e tudo tira...

...E nesta vida sempre a correr...
...Quando rio quando me apetece chorar...
...Porque tenho amor e muitos sentimentos...
...E encontro um pedregulho no caminho...

...E então... volto para trás...
...Tenho que dar a volta ao pedregulho...
...E ir para outro lugar...
...Mas contorno-o, vou e rio...

Porque tu vida, gostas de complexidade...

Tu vida sabes a força que tens...
Tu vida deixas que os teus braços nos envolvam...

E nós... deixamos que eles nos envolvam...
Nos abracem e nos deixem sonhar...

LILI LARANJO

gaivota disse...

retiro do éden
obrigada, mer
beijinhos

gaivota disse...

lili laranjo
obrigada, lili! já vou tentar...
este teu poema é muito lindo
parabéns pelo livro, fica hoje à venda, não é? vou-te mandar um mail
boa sorte!
bom fim de semana
beijinhos

poetaeusou . . . disse...

*
Karede
táli a famila toda . . .
,
pilipares,
,
*

gaivota disse...

poetaeusou
karedeeeeeee casi todes!!!!!!!!!
pilipares

Duarte disse...

Gosto imenso destes relatos tão vivos, que transmitem saberes que devem passar de pais a filhos. Tudo num ambiente cordial, ainda que alguma vez se acendam os ânimos.
Deve saber bem um sol quente do inverno na Nazaré!!!

Um forte abraço

gaivota disse...

duarte
e sabe tão bem este solinhooooooooo
ainda quente nestas tardes aqui!
beijinhos