quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

BOM ANO 2010!

Expectante... será este ano!?!?!?!??!
Foi só chamar, cá vem ela...
O nosso presépio, de noite, mais bonito ainda!
O nosso presépio está mais bonito este ano, com mais luz e cor, desapareceu o menino Jesus...
A todos os amigos, e em especial a quem já hoje cá tinha vindo e que passo a indicar:
Isamar
João Norte
Maria Emília
Vicktor
Goldfinger
Tulipa
Isa
agradeço as vossas lindas palavras que tão importantes foram para mim. Esse mesmo poste foi eliminado por motivos que me são alheios, ou seja, vontades ou ideias diferentes vindas de outros lados que me terão pedido para que o retirasse. Já que estamos em tempos de paz, de Natal, entendi que terá sido melhor apagá-lo... e nem fazer ondas!
Na realidade, nem de noite nem de dia o nosso Menino Jesus aparece... até 'roubarem' o menino do nosso presépio! ou talvez o tenham partido, também há quem diga...
O nosso amigo Cesso diria 'á pariga, tanta gente e tão poucas pessoas...' é assim! quando há pessoas com mente e actos preversos, não há nada a fazer, é melhor nem mexer, porque para fazer ondas temos o nosso mar!
Para quem se ri neste momento, os meus votos são sempre os melhores!, porque Deus não dorme...
Resta-me ainda muita fidelidade de muitas AMIGOS e das minhas gaivotas, que já se achegam mais quase à porta de casa...
e há a águia do meu querido amigo Zé!, altaneira, olhando assim, vencedora...
também se diz (em jeito de 'anedota') que o desaparecido menino Jesus anda pela Luz, em treinos! E se assim fôr, força Benfica, toca a ganhar!
Amanhã já será o último dia deste ano - ufa... estava a ver que não acabava mais! - e assim só me resta desejar as maiores felicidades e concretização dos sonhos de todos os meus amigos!
Que haja muita paz e que o vosso caminho seja sempre iluminado.
Bem-hajam, Amigos e um feliz ano novo!


domingo, 27 de dezembro de 2009

Dia mágico

O presépio em Caldas da Raínha
Dia mágico...
Para ricos e pobres...
Para todos...
Por igual...
E nós...
Homens egoístas...
Que esquecemos...
Que deveríamos...
Fazer Natal...
Todos os dias...
Fico a pensar...
Que pelo menos...
Hoje...
Sejamos Natal...
'A Magia do Natal...' - Lili Laranjo
Continuemos sempre no espírito do Natal!

E O GUILHERME PASSSOU!!! É UM DOS FINALISTAS DE 'UMA CANÇÃO PARA TI'
PARABÉNS, GUILHERME, BEM MERECIDO!
"OBRIGADO, SENHOR..."

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A TODOS UM BOM NATAL

Aqui, cada um dos meus amigos, pode pedir o que quiser ao Pai Natal! A carta está iniciada...
O presépio angolano que me ofereceram, na feira de artesanato em luanda
A árvore de natal deste ano, foi o Salvador que a decorou! Está lindo o meu menino... 3 aninhos de maravilha! O presépio tradicional, português, tem tantos anossssssss, já nem sei! O que ainda resta, há mais cola que peças inteiras! mas tem tanta história este presépio...
Há mais de 25 anos, os meus sogros iam com as minhas filhas aos montes, aqui na aldeia, apanhar musgo, e tudo era montado numa mesinha, onde 'existia' uma serra onde estava o pastor e as ovelhas, fazíamos a gruta onde nascia o menino jesus, que era posto só na noite de 24 para 25 e tínhamos muitas "personagens"... foram-se partindo, pouco resta, mas é sempre o mais bonito! A minha mãe estava sempre, os meus irmãos, cunhados, sobrinhos e alguns amigos... era sempre casa cheia!
Tantas voltas de mar se foram dando...
A família foi-se perdendo, os meus sogros partiram há muitos anos, depois mudámos de casa, as filhas começaram a ter os seus ninhos... mas o natal é sempre de família! Há 6 anos terá sido o último natal mais familiar, ainda com a minha mãe, já tínhamos o Martim, foi o menino jesus! Depois deixei de fazer a consoada em minha casa, fazemos o bacalhau em casa da Tânia, é mais cómodo para as crianças, mas é sempre uma festa! Muitos fritos, sonhos, filhoses, coscorões, fatias douradas, azevias... e outras delícias dietéticas, além do velho bolo de rei, ou de rainha! Regressámos à aldeia da 'saudade' e das grandes memórias!
Continuamos sempre juntos na noite de natal, na dita consoada, há 2 anos, vieram a minha filhota com o marido e as princesinhas, foi lindoooooooo, a Raphaella foi a menino jesus, era a mais pequenina, este ano vai ser o Vicente!
Transmiti este espírito natalício que trouxe de casa da minha mãe às minhas filhas e agora, muito avó que me sinto e sou(!), sinto orgulho em vê-las nesta euforia de Natal e toda a azáfama e trabalho que tudo dá!
é uma vez por ano...
já que o natal é sempre quando a gente quer
Tanto que já disse... quando apenas aqui cheguei para desejar a todos os amigos um
SANTO E FELIZ NATAL!
em paz, com saúde e alegria, e muitas crianças à volta da mesa e debaixo da árvore de natal, à espera do tal velhote de barbas branquinhas...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Coisas lindassssssssssssss



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O rancho Tá-Mar na comemoração dos 75 anos, a festa de encerramento que teve lugar no Centro Cultural, no passado sábado, dia 12, acompanhando uma exposição fotográfica desde os primeiros passos até aos dias de hoje.
e o nosso menino, o Guilherme, está nas meias finais, vá lá... votem nele!
sem desprimor pelas outras crianças que têm aparecido neste programa, com entusiasmo e vontade de vencer!
Já sabem, já falei tanto, e nunca é demais, dos nossos talentos artísticos, deste povo nascido à 'borda d'áuga', mergulhado nas ondas do nosso mar e enterrando os pés nas areias desta praia
desde o gulhim até à foz...
É a força viva deste povo que luta todos os dias, que vive intensamente o verão que lhes fará frente ao duro inverno, e que vai angariando outras datas festivas, como seja o fim do ano e o carnaval (que dura uma semana...), sempre com programa convidativo para quem nos visita e se diverte.
Venham sempre, são benvindos!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

FOI ASSIM!

A minha Rossana com o Vicente, o 'cordão' mais que presente! o nosso 'borrachinho' mais pequenino, lindo!
O Slavo e o Paulo na altura 'dos parabéns'...


O Martim, maroto... que trocou a ordem das velas! de 59, pôs 95! ria-se perdidamente, é um reguila o meu menino... O bolo foi o Torrão da Abadessa, da Alcoa, Alcobaça, o 1º prémio da mostra internacional de doces conventuais.

A Patrícia com ar de 'um dia, sou eu...' hihihihihihi - agora tem o técnico todos os dias a abraçá-la!

A Tânia a mostrar-me uma mensagem especial

O meu prato, especial, especialidade eslovaca, não explico, é uma delícia, venham provar e comê-lo!


Bifes de perú em espetos com arroz basmatti e maracujá, hummm, que bom e saudável!

O Paulo aponta os pedidos dos pratos principais, já que as entradas foram de eleição do Slavo, que sempre me surpreende com os seus mimos...

E o Salvador de volta do pão e da manteiga... já grande!

A ternura e carinho dos priminhos
A mesa de honra, posta especialmente para mim, com direito a uma prenda e tudo!



E assim elas me esperavam... quietas, num dia de sol excelente, em bando no areal, à minha espera... as minhas meninas!

Um dia maravilhoso, de sol lindo, bom para passear, e assim festejámos o meu aniversário, em família e amigos que fazem parte da nossa vida, são a "tal família", do coração! Faltaram apenas a minha filhota Samanta que lá está, ainda, um pouco longe com o marido e as suas meninas, as minhas princesinhas Maria e Raphaëlla, em breve cá estarão! depois fazemos outra festa...
Qualquer dia há mais

domingo, 13 de dezembro de 2009

TÁ-MAR




'Prontes'.... não tenho os 75 anos que acabam de completar o nosso rancho Tá-Mar!
mas, e para que se saiba (a sério) foi o 1º grupo/rancho folclórico a ser identificado como tal nosso País! a naza é assimmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
é lindooooooooooooooooo, a minha praia é lindaaaaaaaaaaaaaaaaa
e ! entre as ondas do mar e os meus amigos daqui, do coração/família, da minha vida, e as minhas meninas lindas que se passeiam pelo paredão indiferentes ao povo que vai circulando, é o meu dia, porque sim! são... ainda 59, hoje, pelas 8.30h a hora em que nasci, em Caldas da Raínha!
e eles aqui estão a preparar-me uma cena... já percebi! depois conto!
Bom fim de semana a todos e já sabem, apareçam aqui pela praia que o tempo está muito bom e cabe sempre mais um à minha mesa... o Slavo tem muitas cadeiras!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Almofadas ecológicas


Medida 30 x 20 cm.

Esta almofada substitui o tradicional saco de água quente de uma forma segura e precisa (não havendo o risco de queimaduras).

Esta almofada térmica contém um produto natural, inócuo, aconselhável até para os mais pequenos.

INDICAÇÕES:

.Tensões musculares

.Dores reumáticas

.Stress

.Insónias

Como utilizar:

Coloque a almofada no microondas a aquecer durante 3 a 5 minutos (dependendo do tipo do microondas), na potência máxima.

Nas primeiras utilizações a almofada podera ficar ligeiramente húmida, o que deixará gradualmente de acontecer, mantendo, contudo, intactas as propriedades do produto.

Para ser usada como compressa fria, deve ser embrulhada num plástico e colocada no congelador 1 hora antes da sua utilização.

Para preservar: Não deve ser molhada.

Para manter o aroma: Deverá, de vez em quando, aquecer a almofada com um copo de água.
Se algum dos meus amigos estiver interessado na sua aquisição, posso indicar o contacto, o seu preço é de € 15,00 cada, sendo que nesta época natalícia, por cada 2 = € 30,00, mais uma de oferta, um pouco mais pequena, como 'bónus'.
Eu já tenho uma, experimentei e é agradável, alivia!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

S. Jorge - Parque Natural









Parque Natural, ecológico, na Ilha de S. Jorge, entre as hortênsias vivem os bichinhos, desde corsas, bambis, porcos pretos, patos, cisnes, galinhas, ratos, coelhinhos, em verdadeira comunidade numa das pérolas do Atlântico, onde partilham a mesma palha que fazem de cama e comem do mesmo 'tacho'. As vacas pastam livremente pelas ilhas...
A não perder, numa visita aos Açores!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Uma Canção para ti

video

Eis o Guilherme, num dos concertos deste verão nazareno, integrado no grupo "Amigos para Sempre - Nova Geração" tem 13 anos, além da música, gostaria de cantar para o mundo inteiro, escolheu como opção profissional para quando for grande, ser Engenheiro de Informática. Faz parte dos concorrentes de "Uma canção para ti", da TVI, foi hoje o mais votado, cantou muito bem! Lá estava com a grande claque nazarena, os amigos e colegas e a Manuela vestida à moda da praia, saia de roda e cachené, mai'nada! Assim é que é!

Parabéns, Guilherme, força aí!

O vídeo não está nada bem, foi em contra luz, mas vê-se que é ele e escutem bem a voz deste 'piqueno' da praia e digam lá se promete ou não! Ah, já agora votem nele esta semana... o pessoal agradece!

sábado, 5 de dezembro de 2009

CAMÕES (para descontrair...)

Numa prova de entrada para a Universidade...


Questão : Interpretar o seguinte trecho de poema de Camões:

'Amor é fogo que arde sem se ver,é ferida que dói e não se sente,é um contentamento
descontente,dor que desatina sem doer'.


Uma aluna deu a sua interpretação:


'Ah Camões, se vivesses hoje em dia, tomarias uns antipiréticos, uns quantos analgésicos e Prozac para a depressão. Comprarias um computador, consultarias a Internet e descobririas que essas dores que sentias, esses calores que te abrasavam, essas mudanças de humor repentinas, esses desatinos sem nexo, não eram feridas de amor, mas somente falta de sexo!'


Teve nota máxima.
Foi a primeira vez, depois de mais de 500 anos, que alguém entendeu qual era a ideia do Camões..

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ANTES DA NAZARÉ (8)

Uma rua da Nazaré, é inverno, amigas que se juntam nos seus tricots e crochets, a minha irmã do coração, a Silvina, e a minha "tia alzira", e chega a "tia fernanda", e a luz daquela rua ao colo da mãe, as minhas sobrinhas Catarina e Joana, meus amores!
Mais uma vista do sítio, o fim do verão, lindo dia, praia deserta e mar imenso.........
Podem confiar em mim e no Raúl.
-Bem. Vamos lá ver o que diz aqui!...
Ana leu e releu... Veio direita a Laura e deu o abraço mais apertado que ela recebeu na vida.
-Então, o que me diz? Esperava por isto?
-Não! Sinceramente não. Mas acreditas que foi o mais lindo presente que recebi na vida?
-Acredito. Vamos lá ver agora o que vai sair daí. Agora tem que responder ao rapaz, é claro!...
-Claro que quero. Mas o que hei-de dizer?
-Olhe: escreva o que o coração lhe ditar e, já agora, há-de experimentar se se vê alguma casa no Casal Mota com umas letras muito grandes, veja se vê com os binóculos
-Laura!!! Olha aqui e aponta para aquelas casinhas que estão no alto da encosta por cima da barca, para lá da foz.
-Estou! Estou a ver casas. Não vês nada, numa parede virada para aqui?
-Vejo, vejo! Umas letras pretas, e até sei o significado daquelas letras, é A de António que era o pai dele, o N de Natália que é a mãe, e o A de Amália que é a madrinha que o criou.
Ele não sabia o seu nome. A mãe pergunou-lhe quem era a Ana, de quem ele escreveu o nome, e ele explicou o motivo das iniciais. Hoje quando lhe dissemos que a menina se chamava ANA, ele disse:
-Que coincidência!...
O que é o destino! Há cada uma!... Eu disse à minha mãe que são os nomes que eu mais adoro. Mal eu sabia que a dona dos meus sentimentos se chamava Ana!...
-Que coisa mais interessante... - disse Ana em voz baixa.
Será que o nosso destino está traçado? Mesmo sendo ele pobre, eu vou lutar por ele... Deus me dará coragem! Seja como Ele quiser.
Foi a uma caixa onde tinha cartas e escreveu:
João
Recebi a sua gentil cartinha. Será o destino? O que é certo é que fiquei feliz com as suas palavras. Se Deus terminar, assim será. Mas sei que terei muitos problemas. Seja o que Deus quiser. Vamos continuando assim.
Quando me quiser dizer qualquer coisa, faz como hoje. Eu confio.
Saudades, até domingo. Esperarei o seu olhar.
Ana
Meteu a folha no sobrescrito que Laura escondeu muito bem.
Ana foi até à varanda.
Hoje tudo parecia mas belo. Ia olhando para o mar com os binóculos, para o Sítio e... para as tais casinhas...
-Hoje está um dia lindo! Até apetece estar aqui na varanda a apanhar ar.
O cheirinho do cozido à portuguesa que vinha da cozinha era do mais agradável possível.
D. Lídia perguntou à filha;
-Viste a Laura?
-Eu não, mãe. Só a vi quando mudou de roupa. A mãe já perguntou à Maria por ela?
-Eu não. Mas pergunto já. Maria, viste a Laura?
-Fui eu que a mandei ir apanhar hortelã para a sopa, porque sopa de cozido sem hortelã não presta.
-Tu é que sabes. Eu nisso concordo contigo. Olha, o Senhor Cipriano já chegou da volta dele, eu vou perguntar se quer almoçar já, porque o cheirinho é convidativo. O pessoal ao domingo também gosta de se despachar para ir dar a sua voltinha.
-Hoje o cheirinho do cozido também me está a aguçar o apetite.
-Ainda bem. Nunca tens apetite...
-Mas hoje tenho. Sinto-me bem, estou bem disposta.
-Olha! Não foi no domingo passado que estavas com cara de que todos te deviam e ninguém te pagava.
-Oh, mãezinha!... Sinceramente... a mãezinha acha que o Ildefonso sabe conversar? Acha que é uma pessoa atraente? Acha que tem simpatia, que sabe encantar, que sabe estar?
A mãezinha estava tão entretida com a mãe dele que nem se apercebeu da figura dele a dormir, todo estendido, com as pernas abertas e a boca aberta.
Que figura horrenda!...
É aquilo que a seduz para mim? Por favor... Não me faça perder o apetite!
-Mas olha... Prepara-te, que não era logo à primeira vez que cá vinham que o pai dele te ia pedir...
-Pedir o quê? Mãezinha... Eu não tenho nada para dar àquele monstro. E, tenho quase a certeza que o meu pai não me quer vende! Mas mesmo que quisesse... Eu não me vendo! Antes morrer!
Olhe que eu estava tão bem... Até me estava a apetecer almoçar. Porque é que tem que ser tudo como a mãezinha quer? Eu jamais faria uma exigência dessas a um filho!
A mãe dele, coitada, deve achar o filho uma maravilha... É como uma coruja, acha os filhos mais lindos do mundo e eles são horríveis. Agora, a mãe? Parece que está cega! E o cego mais cego é aquele que não quer ver...
-Chegou o pai. Vá, vamos almoçar que eu quero ir dormir a sesta, que dormi mal esta noite.
Laura! Diz à Maria que já pode servir o almoço.
-Sim, minha senhora. É já.
Maria, os senhores estão na mesa.
Foi só pôr a sopa na terrina. Ervilhas e massa com um raminho de hortelã, tudo feito no caldo do
cozido. Um cheirinho agradável que enchia toda a casa.
O patrão disse:
-Não me ralava nada comer outro prato de sopa e ficava lindamente.
Mas já estava a chegar a travessa da hortaliça, muito bem decorada com as cenouras e as batatas. Noutra travessa pequena: arroz feito no caldo da hortaliça todo enfeitado com chouriço. Noutra travessa as carne muito bem cortadas: vaca, galinha, carne de porco, morcela, farinheira e chouriço.
-Olhem para isto! E eu a dizer que não em apetecia mais nada...
Mas está aqui comida para um regimento.
-Olha, Manuel, o cozido nunca se come todo de uma vez, porque leva muita coisa, e um pouco de cada para todos, é muito.
-Olha, Laura, diz à Maria que tirem a vossa comida à vontade e depois junte tudo. A hortaliça, a carne e a massa e o resto do caldo de cozer tudo, que se come tudo dumo vez, tipo sopa.
-A minha avó chamava: sopa de sobejo.
A Ana que tinha estado muito calada, achou muita piada ao pai e disse:
-Vejam lá se o meu pai não deu uma boa sugestão. É capaz de ser bem bom!
-É bom é. - Disse o pai.
Desta vez não vai ser empadão. É mais natural. Sabes, o pai gosta de coisas simples, das comidas à moda da minha avó. Gostava imenso de estar em casa dela. Era uma casa muito farta, mas chamava-se uma panela de comer, comia-se num prato de barro vidrado com uma colher de alumínio, muito levezinha. Quando comíamos aquilo, a minha avó perguntava:
-Querem comer mais?
-Não se chamava sopa. Sopa era de pão, e quando era de broa, chamava-se migas.
-Tão engraçado! As coisas simples são tão bonitas e tão boas. - Disse a Ana.
-Pois são,filha.
O pai foi criado com muita simplicidade, mas a vida dos negócios por vezes obriga-nos a viver de outra maneira. O pai começou a trabalhar muito novo. Os teus avós morreram com a pneumónica. Foi uma epidemia de que morreu muita gente. Eu fui criado com a minha avó. Ela, como eu não tinha ninguém, só ela, dedicou-se muito a mim.
Antes dela morrer, eu tinha mais ou menos a tua idade. O meu padrinho era negociante de várias coisas e gostava muito de mim e disse à minha avó que, se ela não se importasse, eu começava a ir com ele, para não andar por lá sozinho, que depois não me ficava a dever. A minha avó achou que eu ao pé dele me faria um homem de bem e que ele me ensinava um modo de vida, e foi assim que comecei. O meu padrinho quando fazia um bom negócio, punha uma percentagem para mim na Caixa Geral de Depósitos. Comíamos nas tascas, e todos os negócios que fazia discutia o assunto comigo. Ensinava-me que se oferece sempre muito menos do que as coisas valem, para se poder negociar, e a gente ganhar algum. Quando eram negócios pequenos, ele punha-me a mim a negociá-los e depois, tudo quanto ganhava, era para a minha conta.
Faltaram-me os meus pais. É verdade! Mas não há pai nenhum que seja melhor do que ele foi para mim. Quando faleceu já me tinha ensinado tudo quanto sabia, e tudo quanto tinha estava no nome dos dois.
Negociávamos: terrenos, madeiras, vinhos, azeite e, mais tarde, começámos com exportações. E o último negócio em que ele me meteu foi: importação de cafés e madeiras exóticas. Dá tudo muito trabalho, mas ele nunca parava. Trabalhava de mais, sem ter descanso, e o coração não aguentou. Nunca teve tempo para namoros. Nunca casou! Mas andava muito encantado com uma menina que vinha para S. Martinho do Porto, no verão, com os pais, e dizia-me:
-Uma boa menina para ti!...
-Mas eu , com a vida de trabalho que levava, nunca mais vi a menina. Só sei que se chamava Amália.
Entretanto comprei uns terrenos aos teus avós, jantámos juntos, e a tua mãe era muito simpática... Disse-lhes que tinham uma filha muito bonita! A partir daí nunca mais houve domingo que eu não fosse convidado para lá jantar. Começámos a namorar, e, antigamente, era mesmo um compromisso: Com quem namorei, casei!
Era mesmo assim.
-Então, olhe paizinho, quero pedir-lhe um grande favor: Não aceite pedido de casamento para mim, sem eu gostar da pessoa que me escolha. E, se fôr o Ildefonso, muito menos. Antes quero morrer!...
-Oh, querida filha! E tu achas que o pai queria aquilo para ti?
-Não queria o paizinho... Mas queria a mãezinha!
-Ana! Não tens nada que estar a dizer isso ao teu pai.
-Ah não?...
E se a mãezinha e a sua amiga Efigénia combinam casar-me com aquele monstro? Se lhe metem isso na cabeça? Ainda agora, antes de virmos para a mesa, a mãezinha me disse que me preparasse, que não foi à primeira, mas da segunda não escapava. E disse também que os meus avós lhe fizeram o casamento e até à data não está arrependida!
-Mas que comparações?!...
-O meu pai é um homem perfeito, lindo, boa pessoa, inteligente, trabalhador, honesto. Enfim, um oposto completo daquele monstro que não tem nada... Nem por dentro, nem por fora!
-Tens razão filha. Deiza andar o barco!... Não faças tu as figuras dele, que isso é que me desgostava! Tu és o meu amor. És linda por dentro e por fora. O pai não se vende. nem te vende a ti, isso então... Nem pensar!... E então àquela besta!!! Sabes? O paizinho tem uns negócios em mente que... Não convém que o espantes, mas não lhe dês esperanças nenhumas...
O pai dele também não é parvo. Eu notei que ele estava incomodado com a falta de educação do filho. Eles devem querer retribuir o jantar por uma questão de ética. Nós vamos, e tu portas-te com a tua normal maneira de ser. A mãezinha entretem-se lá, mas a D. Efigénia fala de modas e se a outra lhe falar em pedidos de casamento, diz que não se mete nisso... Que são coisas do marido e da filha!
-Quer dizer que eu não posso ter a minha opinião? - Perguntou D. Lídia toda irritada.
-No que respeita à felicidade da minha filha, Não! Não vale a pena entrarmos em discussões!Sempre tiveste o que quiseste e fizeste o que te apeteceu. Nunca interferi, mas a minha filha não é uma coisa... Não é um objecto que se venda, pois para mim, não há dinheiro que a pague!...
Ana levantou-se, abraçou o pai e disse-lhe:
-Obrigada, paizinho. Graças a Deus, eu tenho o melhor pai do mundo.
-Até parece que sou uma mãe má!...
-Não estou a dizer isso! Mas também é verdade que me disse que em preparasse, que não foi à primeira, mas que da segunda vez que cá viessem eu não escapava sem ser pedida em casamento.
-Oh filha!... Nos negócios há sempre estas coisas...
O pai, muito irritado, disse:
-Se tu tens negócios lá com a tal Efigénia... Eu não tenho negócios onde envolva a minha filha, nem quero!!!
-Não se irritem por minha causa.
Laura levantou a mesa, deixou tudo preparado para o jantar, a mesa posta e o avental muito bem composto em cima da cama. Foi buscar hortelã para a Maria pôr na sopa e perguntou à patroa a que horas tinha que vir.
-À hora do costume! Eu penso que o horário não mudou...
-Oh minha senhora, se eu saísse e não lhe perguntasse a que horas me queria cá, a senhora dizia que eu saí sem lhe dar satisfações, e que isso era um abuso de confiança. Eu, como não sou abusadora, gosto de tudo como deve de ser.
-Vá vá vá, pouca conversa, queres sair, sai.
O patrão, que estava com a porta da sala aberta a apanhar um pouco de sol, disse entre dentes:
-Hoje mordeu-lhe a mosca.
-O que disseste? - Perguntou a D. Lídia com cara de poucos amigos.
-Eu? Nem abri a boca!
-Então, eu devo estar a ouvir coisas...
Ana estava deitada na cama com a janela aberta, leu e releu aquela folha, mas sentiu passos e escondeu-a debaixo da almofada. Era a Laura a dizer que ia sair e, no caso da menina precisar de alguma coisa, ela faria já.
-Não, Laura. obrigada.
Continua...
'Antes da Nazaré já existia a Pederneira' (Maria Francelina Vieira)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

AMIZADE



E viva a AMIZADE!!!

SABER VIVER

Não sei...
Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar.
(deconheço o autor, um poema aqui guardado numa caixa de "recordações")
E viver é não ter vergonha de ser feliz!
frase se apresentação de um restaurante brasileiro, em Paço d'Arcos, Aquarela do Brasil
Esta 'Arbol de la Amistad' veio pela mão da minha amiga Viviana, de 'Olhai os lírios do campo' e, como é tão bonita e tem tantos ramos, podemos, na realidade, dar espaço para entrar sempre mais um amigo/a. Nela já estão todos os amigos que por aqui passam e venho oferecê-la para todos os que a queiram levar, com todo o carinho e amizade!
Bem-hajam pela vossa presença e amizade que me têm dedicado.