quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Chegada vs partida...


O meu mar a adivinhar o outono, a ficar "à pedra"... 5.Out.2010

Aqui vai este "Johnnatan seagull" fora do bando, à procura de mais um naco de pão!

24.Set.2010

O sol das férias desfaz sem remédio
Os ramos da estreia deixados na gaveta
No labirinto das hipóteses vãs
Insistem dolentes melodias roucas
Presentes por abrir abandonados nus

Já tardia a sombra desce sobre a nuca
Repete para dentro o que estava longe

Vislumbrada e fugitiva ausência
-Sede de mel a mel semelhante
Prisão de asas em desalinho-
Vai descontar à perfeição o inconsútil
Tolerar gladíolos e o primeiro frio

-José Álvaro Afonso, Furtiva a Luz

Num regresso a outras terras, mais frias, onde o sol não quer entrar e nem o amor chegar! Porque não o quiseste levar, também porque não o trouxeste nem deste nada, apenas exigiste!
Errar é humano, como também é bem verdade que em vez de oferecer um prato com o peixe, deve-se sim dar a cana e ensinar a pescar!
Aprendeste a pescar e bem... mas outros peixes graúdos levaram-te o isco e continuam à pesca, por portas e travessas, como o mar revoltado entrando nas casa das nossas gentes, escancaradamente e sem respeito!
Que Deus te abençoe e te ilumine pela mão dos anjinhos!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A um ti que eu inventei


Pensar em ti é coisa delicada.
É um diluir de tinta espessa e farta
e o passá-la em finíssima aguada
com um pincel de marta.

Um pesar grãos de nada em mínima balança,
um armar de arames cauteloso e atento,
um proteger a chama contra o vento,
pentear cabelinhos de criança.

Um desembaraçar de linhas de costura.
um correr sobre lã que ninguém saiba e oiça,
um planar de gaivota como um lábio a sorrir.

Penso em ti com tamanha ternura
como se fosses vidro ou película de loiça
que apenas com o pensar te pudesses partir.
- António Gedeão (Poemas escolhidos)

Não te reconheço mais, não entendo o que te possa ter acontecido, apenas sei que te amo imensamente e não tenho mais espaço para tanta dor e sofrimento
deixaste de ser tu, semplesmente, a menina que não soube crescer nem sentir a responsabilidade que implica o tal "crescer" ...
Tanta independência que se exije e se declara... quando no fundo todos precisamos uns dos outros, para dar miminhos, beijinhos e/ou para mandar a um certo sítio que não deixo aqui...
Vives no mundo da lua e na irresponsabilidade do pensamento, palavras e ocas e vãs que ninguém entende!
Tu não existes... no entanto provocas imensa dor a quem te ama na realidade e assim deixas a sangrar os nossos corações, apenas porque levas dois anjinhos pela mão, sem rumo certo, à deriva...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Na despedida


Esta hortência é para todos os amigos que quiserem fazer o favor de levar para vossa casa, com toda a minha amizade e carinho



a casa do meu filhote, quaaaaaaaaaaase acabada!
com vista para o pico e um "maroiço" de frente
uma paisagem fantástica!
depois será a tal piscina, Mauro, com calma, tal como dizes!
e um ring de patinagem... e o ginásio... e o cavalo...
gosto tanto de ti, filhote, e da Caty, igualmente...
parabéns e todo o sucesso na vossa vida!

Açores, um destino de magia, qualquer das ilhas com particularidades tão próprias e diferentes, é uma paixão que partilho com tantos amigos que também têm o grande prazer de fazer férias cá dentro, neste nosso Portugal à beira d'água, mesmo quase a afundar-se... por isso, enquanto por cá andarmos, e podendo programar uma semana de férias, aconselho vivamente um passeio pelas nossas pérolas do atlântico!
Deixo sempre qualquer coisinha para ver ou rever... assim tenho a "desculpa" de voltar para visitar o tal sítio que ficou de fora...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Museu do Vinho








O dragoeiro, em vias de extensão, árvore centenária, sendo que esta contará com cerca de 600 anos e será a mais antiga que se conhece, é aqui, no Pico, no Museu do Vinho. As suas bagas eram utilizadas em fármacos e tinturaria, para tingir os tecidos de encarnado e também pelos construtores de violinos, para dar a cor à madeira.
No Museu do Vinho, em Toledos, desde as grandes vinhas que brotam pelas rochas, às vindimas, toda a cultura vinícola é-nos ali apresentada, bem como todos os utensílios inerentes, lagares, pipas, alambiques, sendo o produto final uma arte e cartão de visita para a ilha do Pico. Não é por acaso que a cultura da vinha é considerada património mundial exercendo toda a preferência por toda a ilha.
Entre tintos e brancos, aperitivos e licores, e consoante o gosto de cada um, o difícil será escolher!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pico, a ilha montanha


MÃE, esta hortência é para ti, está lá na ilha do Pico, em Bandeiras, onde não chegaste a ir,
porque não chegou a calhar...
A casa lá está em santa catarina, nas Lajes do Pico, e a paisagem de toda a ilha ir-te-ia encantar!
e é para ti, porque hoje completavas 88 anos de vida! e as MÃES nunca morrem, apenas se ausentam, docemente, ligeiramente...

Em S. Roque, a homenagem aos baleeiros e onde existe o museu da indústria da baleia, onde não é possível tirar fotografias, recomendando uma visita, grátis, para se saber a história das baleias e a sua pesca


A cultura da vinha, património mundial, ondes as uvas nascem por entre as pedras de basalto características desta ilha

A gruta das torres, aberta ao público desde 2005, é imperdível! Fica na zona de Criação Velha
De todas as vezes que já estive na Ilha do Pico faltava-me visitar esta gruta vulcânica, porque nunca levo sapatilhas... para mim é mesmo chinelos ou pé no chão... e tem que haver muita segurança para andar da gruta. Levamos um capacete de protecção e lanterna, como se uma expedição a uma mina se tratasse.
E o que encontramos no seu interior é absolutamente fantástico, existem estagtites e estalagmites, ocasionadas pela liquefação das rochas ao serem atingidas pelas lavas do vulcão, que por sua vez deixa o seu rasto por todo o solo.
Durante cerca de 1 hora percorremos um mundo natural pelo interior da gruta, onde outrora correram as lavas do vulcão, e onde brotam plantas e árvores!
Não deixem de visitar, é um espectáculo!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Hortências para ti, minha querida xará|






escolhe as que quiseres, a cor que que mais te agradar
pois já sabes, que por lá são tantas e de todas as cores, por todo o lado, principalmente em S. Miguel!

Parabéns, minha querida! um dia muito feliz e por toda a vida...
Adoro-te, minha irmã!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ilha do Faial


Artesanato da ilha do Faial, peças feitas em miolo de figueira.
O maravilhoso artesanato das nossas gentes!

A Caldeira, na ilha do Faial

O Pico, ao anoitecer, pelas das 21.30h visto da Horta, Faial

O Pico, ao nascer do sol, eram 8.20h, visto da estalagem de S.Gonçalo, na Horta, ilha do Faial

E foi a partida de S. Miguel, a ilha verde, para o Faial, a ilha azul... deixei para trás as lagoas, em Sete Cidades, onde se destacam a Lagoa Azul e a Lagoa Verde, maravilhas naturais, e mais pequenas a de Santiago e a Rasa, na zona de Furnas, temos a Lagoa das Furnas e perto de Ribeira Grande, a Lagoa do Fogo. Toda a ilha é maravilhosa, com praias lindas e piscinas naturais, cidades e vilas de encantar...
A paisagem é soberba, as estradas ladeadas de hortênsias de várias cores e tudo muito verde, boa gastronomia e a simpatia sempre presente neste povo português.
É sempre pouco tempo, porque apetece ver e rever tudo muitas vezes... ficou a promessa de para o ano voltar, quanto mais não seja para rever as lagoas e beber o tal chá da Gorrena ou Porto Formoso, ou voltar a comer a sopinha de peixe com o nosso amigo "Profeta", escritor açoreano, natural de Vila Franca do Campo, que além de poeta, é dramaturgo, encenador, cenografista, dramaturgo e pintor. Deixo aqui um poema do seu último livro "Alquimia das Palavras", espero que gostem

CANÇÃO OLHOS DE SAUDADE

Voam as estrelas
Poisam na tua mão
O mundo gira e pára
Compasso breve e triste
Do teu pequeno coração

Não há mais água
Em teus olhos de Saudade
Levou-a a brisa da tarde
Para longe, para distante
Tão sentido, tão verdade

Tão pequena és no mundo
Que te vê na confusão
Jamais serás esquecida
Ninguém terá desculpa
Por machucar teu coração

Porque és pura como a água
Luz no eterno firmamento
Tão frágil passarinho
No voo secreto sem ninho
Procurando o sonho eterno