sábado, 15 de novembro de 2008

VOCÁBULOS DA NAZARÉ












ALBORQUES - Empregue unicamente no plural, este termo usa-se em expressões como "mas qu'alborques som esses"? e "tás semp'com alborques"! são intrigas (também há quem diga alborgues)
ASSUSTAD - Ficar "assustad" é ficar surpreendido
BÒGARIA - "bògaria" e "homossexual" são termos sinónimos. Este termo é usado na expressão "na' sejas bògaria"
CIDOCA - Termo equivalente a "bògaria"
ENTRÓQUELHADA - Mulher que tenha ares de faminta e que seja pouco desembaraçada é conhecida por "entròquelhada"
ESPIANCÊR - Um "espiancêr" ou uma "espiancêra" são pessoas que desejam imediatamente aquilo que vêem outros comerem
FÓQUÊRA - Um "fòquêra" é um barco que tem a proa estranha ou mal feita. Também se aplica este termo a um objecto que esteja mal feito
HO - Diminutivo do termo "homem"
INCHENT - Ralho que atrai a atenção de quem esteja perto é conhecido por um "inchent". Este termo é muitíssimo usado, é empregue, por exemplo, nas expressões: "inchents e alborques" e "mas qu'inchents som esses"?
LICÒTICES - "Licòtices" são divertimentos, artimanhas. Este termo é usado na expressão: "tás semp' com licòtices"!
MIG - Forma de se dizer "amigo". Usa-se em expressões como: "olha cá 'mig"! e "qué iss'mig"?
MIGA - Feminino de "mig"
PARIGA - Modo de se dizer "rapariga". Este vocábulo usa-se, por exemplo, na expressão. "quié iss' pariga"?
PICNIN - Modo de se dizer "pequenino". Também é costume dizer-se picninin
REPÁ - Modo de se dizer "rapaz". Este vocábulo é empregue, por exemplo, na expressão: "anda cá repá"!
SARRÍA - É raro utilizar-se o termo "aguaceiro" - faz-se antes udo do termo "sarría". Este termo é utilizado, por exemplo, na expressão: "êa, que sarría que caíu há bcad'"! (nota:bcad=bocado)
SFRÊL - Designa-se por "sfrêl" a porção de areia que foi ensopada de urina. Este termo é usado durante um jogo que algumas crianças costumam jogar na praia. A criança que faz o "sfrêl" diz: "sfrêl". Outro miúdo ou miúda que esteja perto diz: "didal". A criança que tem o "sfrêl" na mão pergunta: "pr'a quem"? nesta altura o nome do alvo é mencionado (pode ser o nome de uma criança pertencente ao grupo) e o "sfrêl" é-lhe atirado. O alvo-rapaz ou alvo-rapariga procura sempre fugir - claro!
SLARÊTA - "Slarêta" é o termo equivalente a vagina. Pode ser usado num ralho ou numa conevrsa amigável. Costuma ser empregue com um tom de gozo, mas também pode etr tom de ironia. Exemplos de expressões onde este termo é usado, são: "tinh'àqui a nha slarêta p'ra ti"! e "tira-m' aqui da slarêta"! neste último caso é a resposta duma pessoa que quer negar ou que não pode dar o que lhe foi pedido
STINÊTA - Designa-se por "stinêta" a criança que é inquieta. Este termo encontra-se na expressão: "és pôc stinêta és"!
TESTÊRA - "Testêra" é o termo equivalente a "slarêta"
TRIMPÊLH - "Trimpêlh" significa desembaraço. Este termo encontra-se na expressão: "na'tem trimpêlh"
ZUTA - Um "zuta" é um fecho de correr
Vocábulos nazarenos recolhidos do livro "Expressões da Nazareth", de Armando Salles Macatrão
Uma cara enrugada que passa, um mau olhado... e a praga confirma-se.
Uma graça.
Um insulto.
Saber "apanhá-los"... aí está a arte de quem escreve um livro como este
Seguidamente contar-vos-ei mais "Pragas", "Insultos", "Ralhos", "Expressões", que tanto enriquecem este povo da praia e o torna único no seu modo de falar

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Para ti, Amiga do coração, com muito carinho e PARABÉNS!

E foi assim que encontrei esta princesa à minha espera, sossegada, como que a chocar o seu ovo, com este ar super protector de algo que é só dela... nem mexe! observa, atenta...

E também estava este mar divino da nazaré, desde o sítio, à minha espera...


o forte de s. miguel sobranceiro avistando a pedra do guilhim, onde tantas vezes o mar do inverno o cobre integralmente, deitando um branco e longo manto de espuma sobre ele


o porto de abrigo avistado lá de cima do sítio, pronto a receber as embarcações de pescas dos homens que vêm do mar com o seu quinhão a que chamam seu e levam para casa, para a família

o branco casario aí como que a receber o espraiar das ondas, estende-se do sítio e da pederneira até cá ao sítio... e corre para a praia...


e logo promete, o mar vai subir, vai chegar à estrada...

um tom de luz, o sol a bailar na onda do mar...

É para ti, minha amiga, uns traços da minha praia, do meu mar, onde encontrarás tudo o que procuras, em qualquer canto que escolhas...
uma prenda diferente que podes compartir com quem possa merecer...
Parabéns! Muitas felicidades, muitos anos de vida...
mil beijinhossssssssssssssssssssssss
e fico à espera que apareças por aqui, para comemorarmos!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

S. MARTINHO

As nozes, as castanhas, a geropiga, tudo já pronto a tratar para o petisco

O assador já a jeito para assar as castanhas que estão a ser retalhadas, umas pedrinhas de sal e, é só meter a lenha e acender e, hummmmmmmmmm, que bom!


E como a água pé anda de férias por estas zonas que até são de uvas e vindimas, ou não estivesse eu perto de bucelas, fomos ali à nossa adega, privada, claro, e escolhemos este elixir dos deuses, um ferreirinha de grande qualidade, como sempre, de 1982, que dá pelo nome de Barca Velha, e, acreditem, valeu a diferença...

E nestas ocasiões aparecem Amigos, aqueles do coração, com quem repartimos o que temos de melhor, e entre dois dedos de conversa em que falamos de tudo e de nada, tantas vezes, fritam-se umas batatinhas, grelham-se uns lombinhos e com uma salada, já está o jantar pronto!

Umas castanhas assadas, desta feita, como manda a tradição e o arroz doce aqui da minha comadre, que é do melhor que há, e assim se festeja o S. Martinho, suavemente aqui por casa...





domingo, 9 de novembro de 2008

O SOL, em Novembro

Um arco-iris holandês, em Alkmaar, sim, é diferente... numa tarde de novembro, está mesmo pertinho das minhas princesinhas, podiam ir comigo até ao fim, levaríamos um pote de ferro, para colher as moedas de oiro que saltariam lá ao fundo atrás das casas e das árvores...

Um pôr do sol bem nosso, da Nazaré, há um ano exatamente, dia lindo como hoje...
é um bálsamo refrescante e acolhedor sentir esta maresia , um areal todo nosso partilhado com as residentes fixas, as gaivotas
E um nascer de sol, aqui da minha janela às 6,30 h da manhã, porque amanheceu bonito, é o tal verão de s. martinho, as castanhas já estão prontas e no assador, há geropiga, só falta a água pé, mas amanhã ou depois vou buscar...
E o Sol que é o Astro Rei do mundo todo, ilumina e aquece pobres e ricos, de todas as cores e crenças, quando nasce é para todos, se bem que muitos ainda não tenham entendido!
Desejo-vos uma semana de sol, imenso!


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Coisas



Entre as escolhas de tralhas, limpezas, arrumações e cenas próprias das infindáveis mudanças...
sim, porque no "emplastro" ainda estão algumas coisecas...
e entre tachos e fogão e forno, garrafas e copos, amigos, família e convivências, resta-me ainda um bocadinho de tempo que ocupo a ouvir (porque ver... só algumas coisas) a televisão, e fazer outras "habilidades", entre doces próprios destas épocas, de maçã, pera, tomate, abóbora, a velha marmelada à moda da minha mãe, que distribuo por tijelas e frascos e também ofereço aos amigos, fiz estas gracinhas para as minhas deliciosas princesinhas, e já não as largam, saias aos remendinhos e uma camisola para aminha Maria, que tão docemente ma pediu ao telefone "Vó fazes-me uma camisola?, roxa..."
(até sou habilidosa... lololololololololol)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Voz nazarena




E foi com este tema que o Valter se despediu do público naquela noite do verão nazareno, neste concerto dos Amigos para Sempre, prometendo agendar alguns concertos para o próximo verão... Na noite de fim de ano poderemos ouvi-lo num dos palcos festivos que acontecerão em recintos fechados e pela marginal, bem como depois no carnaval...

E como sabe sempre bem ouvir temas bonitas em lindas vozes, venho recordar o calor do verão nestas noites outonais e fresquinhas, já com a lareira acesa...

domingo, 2 de novembro de 2008

Por quem os sinos dobram

O lago do parque D. Carlos I, em Caldas da Rainha, a minha cidade, que ofereço à minha Mãe e toda a família que partiu na nossa terra na viagem do infinito, do adeus, do além, do misterioso
O velho casal de cisnes, imponentes na sua brancura, que continuam a alindar as águas do nosso lago, donos e senhores deste paraíso, acompanhando os peixes que por lá vivem e seguindo os barcos de passeio que se alongam nas suas margens com visitantes de ocasião ou habituais passeantes da cidade
O mar da Nazaré, o meu mar, o nosso mar, ofereço-te a ti G.Abílio, companheiro de mar e de lides e a tantos amigos que foram na viagem...
A companha está mias pobre com a vossa ausência, mas continuam sempre lembrados em cada onda de mar, nazarenos, pexins amigos no coração da saudade

O mar de Luanda, é para ti meu irmão Milo, com a saudade merecida e também para ti, Raúl
ao som de "vou levar-te comigo, meu irmão... adeus companheiro...", tal como querias e asim foi, e todo o carinho num beijo enorme do tamanho de ... Angola, como costumavas dizer...
Flores não ofereço mais, hoje dou-vos a todos o cheiro do que mais vos pertencia....
O mar da Nazaré é extensível à minha Avó e Avô (pois lá se conheceram...), Tia e Mãe, que tanto
gostavam desta vila, desta gente, deste cheiro, do mar, o nosso mar, ao meu Pai, amante de pesca, de mar... Com eles aprendi a amar o mar, o areal, o sol, o verão, e o inverno, pois a paixão e o amor por estas maresias perfumadas são intemporais
A todos os amigos do coração, meus irmãos e companheiros que não menciono pessoalmente, deixo-vos o meu carinho, e para ti, Armando, grande companheiro, compadre, e amigão em tantas, tantas alegrias e festas e nalgumas tristezas, e porque és a mais recente ausência,
tanto mar, deixo!
Beijo-vos a todos